As grades de proteção da passarela das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, começaram a ser retiradas nesta terça-feira (13), pela primeira vez desde 2023, devido à cheia do Rio Iguaçu. A medida faz parte de um protocolo de segurança para permitir a passagem da água e evitar danos à estrutura diante da previsão de aumento da vazão. Às 11h desta terça-feira, a vazão das Cataratas chegou a 11,2 milhões de litros de água por segundo, cerca de 7 vezes a média histórica, que é de 1,5 milhão de litros por segundo. Segundo a Urbia+Cataratas, concessionária responsável pela visitação turística do Parque Nacional do Iguaçu, a previsão é que a vazão possa atingir 13 milhões de litros por segundo nas próximas horas.A última retirada das grades havia ocorrido em 2023, quando a vazão atingiu 13,7 milhões de litros por segundo. A passarela está interditada desde domingo (11). Apesar da restrição, o Parque Nacional do Iguaçu permanece aberto para visitação, com acesso à Trilha das Cataratas.A retirada das grades faz parte do protocolo de segurança adotado pelo parque em períodos de cheia do Rio Iguaçu.Segundo a concessionária, as grades podem dificultar a passagem da água e de objetos carregados pela correnteza, como galhos e troncos, aumentando a pressão sobre a estrutura. Por isso, as equipes retiram preventivamente as proteções quando a vazão está elevada e há previsão de aumento do volume de água. O procedimento é realizado pelas equipes de segurança e operação do parque, principalmente por bombeiros civis.
O protocolo prevê medidas diferentes conforme o nível do rio.
- Monitoramento: as equipes acompanham diariamente a vazão do Rio Iguaçu. Durante as cheias, as medições passam a ser feitas a cada hora;
- Fechamento da passarela: ocorre preventivamente quando a vazão ultrapassa 8,5 milhões de litros por segundo e apresenta tendência de aumento;
- Retirada das grades: é realizada quando a vazão está entre 9 milhões e 12 milhões de litros por segundo, com previsão de alta;
- Reabertura: depende da redução da vazão a um patamar considerado seguro, da avaliação técnica e da autorização de um engenheiro especializado.